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quarta-feira, setembro 29, 2010

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Qual a escolha certa para se ter um cão!!!!


Decidir levar um animal de estimação para casa requer atenção do futuro proprietário para novas responsabilidades

São Paulo. No Brasil, apenas 17% dos 25 milhões de cães são levados pelo menos uma vez ao ano ao médico veterinário. O percentual é bem pequeno comparado a outros países. Nos Estados Unidos, são 73 milhões de cães, dos quais 70% são tratados pelo veterinário. No Canadá, esta proporção é de 75% para 6 milhões de caninos, sendo, na França, 60% dos 8 milhões. Os dados foram apresentados pelo veterinário Oclydes Barbarini, gerente da Unidade de Animais de Companhia da Pfizer Saúde Animal, em recente palestra feita no Centro Cinófilo Salatino, em Embu das Artes, Região Metropolitana de São Paulo. Os dados baseiam-se em pesquisa do Radar Pet Comac e, segundo Oclydes, evidenciam o quanto o brasileiro ainda não dá a devida importância para seu amigo de quatro patas.

Com o tema "Cuidados com a saúde dos animais de estimação", ele dividiu o evento com o proprietário do Centro Cinófilo Salatino, Rochester Oliveira, que falou sobre "Como escolher seu animal de estimação". Ambos foram enfáticos ao afirmar que a escolha errada do cão bem como a falta de cuidados adequados estão entre as principais causas da posse irresponsável dos bichos e até do abandono deles. "Ter um pet significa assumir responsabilidades. Antes de levar um bichinho para casa, é preciso estar ciente de que eles são seres vivos e dependem de nós", destacou Oclydes, complementando que cada animal, com suas respectivas raças e portes, tem necessidades próprias que os proprietários precisam conhecê-las. "Os filhotes crescem e necessitam de atenção e educação. Os cuidados mudam de acordo com cada fase da vida: filhotes, jovens, adultos e maduros", disse.

Sobre como fazer a melhor escolha do cão, Rochester advertiu que vários fatores devem ser levados em conta na hora da escolha da raça. "Cada pessoa tem um estilo de vida e sempre terá uma raça que acompanhe melhor o seu dia a dia. A escolha certa da raça diminui a chance de abandono ou, até mesmo, a frustração do novo proprietário" disse. Assim, ele recomenda que, antes de decidir criar um animal de estimação, a pessoa deve consultar sites de criadores, revistas especializadas e clubes das raças. Uma vez tomada a decisão, procurar canis especializados e conversar com pessoas que têm a raça ou que conviveram com ela.



Conselhos

Para Rochester, há práticas que jamais a pessoa deve fazer ao decidir ter um cão: escolher a raça apenas porque achou bonito ou porque aparece "na novela da 8"; comprar em lojas desconhecidas; comprar pela internet sem conhecer a procedência dos filhotes; e comprar em feiras de filhotes que não revelam a procedência dos animais. "60% das pessoas que compraram filhotes por impulso em shoppings ou feiras não ficaram com os cães até o fim da vida deles".

Tratar o cão como membro da família é o que recomenda os dois palestrantes. Isto, no entanto, não significa transformar o pet em ser humano. Aliás, este é um grande erro que muitos criadores fazem, ao ver o bichinho como um bebê, ao ponto de transformá-lo no verdadeiro "filho predileto". Ele diz que grande parte das raças não tem necessidade de roupas. Algumas exceções até podem se vestir, mas em lugares bastante frios. Conforme Oclydes, ter o cão como parte da família quer dizer tratá-lo com cuidado e respeito no que se refere à moradia, alimentação, lazer e cuidados com a saúde. "Muitos jogam o cão no quintal, deixando-o sujeito a uma série de doenças", afirma o veterinário. Vale lembrar que alguns desses males são zoonoses, doenças que podem ser transmitidas ao ser humano. No Ceará, a mais comum e ameaçadora é a Leishmaniose, conhecida popularmente como calazar.

"Os animais de estimação fazem parte da família, mas requerem cuidados diferenciados", aponta Oclydes. Segundo ele, o animal precisa estar saudável para conviver com a família dentro de casa. Para tanto, existem produtos de higiene, medicamentos e alimentos específicos para os cães. "No caso de medicamentos, eles precisam ser seguros ao animal e às pessoas, eficazes e de fácil administração". Chama atenção para o perigo da superdosagem ou a subdosagem dos remédios e também que os princípios ativos dos medicamentos veterinários são iguais aos de humanos, mas a composição é diferente.
 

Fique por dentro 

Cães por grupos

A Confederação Brasileira de Cinofilia (CBKC) dividiu as raças em dez grupos, conforme as funções de cada uma: Grupo 1 - Pastores e boiadeiros; Grupo 2 - Pinschers, molossos e schnauzers; Grupo 3 - Terriers; Grupo 4 - Dachshunds; Grupo 5 - Spitz de tipo primitivo; Grupo 6 - Hounds e rastreadores; Grupo 6 - De aponte; Grupo 8 - Retrievers e levantadores; Grupo 9 - Companhia; Grupo 10 - Calgos e assemelhados. Para evitar conflitos durante o convívio com o cão é necessário escolher o animal que mais de adapte ao modo de vida do proprietário. Pessoas com tempo de sobra e que querem tratar seus animais podem se dar bem com as raças Poodle, Yorkshire, Terrie ou Maltês. Já os com aptidões para o esporte se identificam com raças como Border Collie, Golden Retriver e Retriever do labrador. Se o perfil é de um "workaholic" (viciado em trabalho), que mal tem tempo para si, ou mora sozinho e viaja muito, existem algumas raças independentes como Akita, Lhasa-apso, Chow-Chow e Pug. Para os que gostam de raças exóticas, algumas estrangeiras já chegaram ao Brasil com muito estilo. É o caso da Chinese Crested Dog e da Italian Greyhound. Estas raças estão entre as criadas no Centro Cinófilo Salatino.

RESPONSABILIDADES"Ter um pet é assumir responsabilidade. São seres vivos que dependem de nós"
Oclydes Barbarini
Médico veterinário e gerente da Pfizer Saúde Animal

"A escolha certa da raça diminui a chance de abandono ou frustração do novo dono"
Rochester Oliveira
Proprietário do Centro Cinófilo Salatino


MAIS INFORMAÇÕES 

Pfizer Saúde Animal 0800.0111919


Centro Cinófilo Salatino, (11) 4703.0262

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